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fevereiro 25, 2013

Enfim, minhas impressões sobre o Tablet Educacional


Foto: Equipe Multimeios
Resolvi escrever esse post para apresentar um pouco sobre as minhas impressões a partir do Tablet Educacional, equipamento que está sendo distribuído pelo Governo Federal.
Em termos de configuração, desbloqueio e manual do usuário não encontrei muita dificuldade, o equipamento é relativamente simples para manuseio, configurações e navegabilidade. Não podemos desconsiderar que trata-se de um tablet de R$ 300,00, contando assim com as suas limitações. Para saber mais sobre características do Tablet Educacional: acessórios, desbloqueio, parte física e principais controles de navegação acesse o Tutorial Tablet Educacional.
Veja mais orientações na página oficial do FNDE que fala sobre o Tablet Educacional.

Em termos pedagógicos do uso do tablet, para iniciar essa discussão, entendo que a princípio seja necessário apresentar alguns conceitos que envolvem a Mobilidade, bem como, a dimensão educacional do uso das tecnologias móveis nos processos de ensino e de aprendizagem.

Mobilidade from Egui Branco

No que se refere a apropriação dos equipamentos pelos professores, concordo com a professora Gláucia Brito, em sua publicação no Blog da Gazeta do Povo, Educação & Mídia.
A distribuição dos tablets para os professores configura uma pré-etapa de aprendizagem tecnológica, onde o professor com essa ferramenta, irá realizar tarefas burocráticas da sua profissão e também fazer uso pessoal, ou seja, comunicar-se com seus amigos por e-mail e outros recursos, acessar as redes sociais e passar a conhecê-las, aprender a armazenar arquivos “nas nuvens”, passar a utilizar e-books disponíveis na rede, se familiarizar com pesquisas de conteúdo para suas aulas em diversas ferramentas disponíveis na internet, etc.
Após a pré-etapa, vem:
A 1a. etapa onde o professor faz uso dessas tecnologias disponíveis para melhorar as suas aulas, ou seja, passa a utilizar os recursos tecnológicos para melhor apresentar e expor os conteúdos da sua aula; indicar aos alunos quais recursos utilizar para auxiliar seu processo de pesquisa e realização de tarefas; disponibilizar seus materiais teóricos de diferentes forma, utilizando os recursos da Web 2.0.
Na 2a. etapa o professor utiliza as tecnologias para realizar mudanças parciais na sua ação pedagógica em sala de aula, criar novos espaços e atividades que vão além da sala de aula, por exemplo, criar um blog ou uma comunidade no facebook da disciplina, utilizar o twitter para enviar avisos aos alunos; criar novas formas de avaliação, etc.
Na 3a. etapa o professor fará uso das tecnologias para mudanças inovadoras. Esta etapa não depende só do professor, exige também uma flexibilização do currículo e a reestruturação de espaços com recursos tecnológicos diversos (BRITO, PURIFICAÇÃO E VERMELHO, 2000).

Sendo assim, temos aí um grande desafio...

Para saber mais:
Sala de Aula Conectada - Paraná
Ganhei meu Tablete Educacional, que faço com ele agora?
Tablet para os professores: eu quero

março 18, 2012

Quem faz a escola somos todos nós...

No dia 15 de março preparamos (eu, Keila e Rosângela - Multimeios) um encaminhamento para ser desenvolvido na escola. Penso que o conteúdo proposto pode ser desenvolvido em qualquer momento na escola e, por isso socializo aqui.
Professor observe está ilustração.
1 - O que você vê na imagem?
2 – Ela remete a importância que a escola teve para sua vida?
3 - Como seria sua vida se acaso não tivesse frequentado uma escola?
Então, é com base nesta ilustração, e na importância que a Escola tem em nossas vidas, que incentivamos a comemoração do Dia da Escola.
Vale lembrar que a escola pública é composta por uma diversidade de sujeitos, sejam eles crianças, adolescentes, jovens e adultos, e assume um compromisso com todos esses alunos.
Na escola, os conteúdos trabalhados são compostos por diferentes metodologias, voltando-se a uma perspectiva crítica de educação. E, nesse sentido, compreende a produção científica, propicia a reflexão filosófica e subsidia para que os alunos tenham argumentos diante das diversas questões presentes na sociedade, sendo esses, os principais objetivos da nossa escola. Esse é o nosso papel enquanto professor da escola pública.
Pois, estamos então falando de uma escola que forma cidadãos críticos, que os prepara para mercado de trabalho, para as universidades, que constrói a cidadania, que encanta, que apaixona e que liberta.
Pois, quem faz essa escola somos todos nós!


Proposta de atividade:
Objetivo
Resgatar e socializar o patrimônio sócio histórico de nossas escolas, através de atividades variadas, envolvendo as diversas disciplinas e os segmentos da escola.
Valorizar a constituição histórica da escola como parte da comunidade e do histórico das famílias.
Encaminhamento:
Professor, em sala de aula lançar aos seus alunos, questões como:
De onde vem o nome de sua escola?
Quando ela foi criada?
Questione se conhecem pessoas importantes que passaram por ela (aqui entendam casos de sucesso: escritores, cientistas, políticos, músicos etc.) 

Essas pessoas podem ser convidadas para uma conversa.
Solicite aos alunos que tragam de casa fotos antigas, ou verifiquem na biblioteca (acervo) da escola.
Converse com os alunos, sobre como a escola poderia ser melhor?
A intenção dessa atividade é buscar resgatar a história da sua Escola, na intenção de que esta não se perca ao longo do tempo. Procure construir com os alunos uma memória local do bairro onde a escola está inserida. Pois ao resgatar a história da escola, resgata-se a memória das famílias que por ali passaram, bem como, a memória do entorno, constituindo a comunidade enquanto parte da construção dessa história. Procure convidar a comunidade escolar para contar histórias, causos, relatos de vida, valorizando o saber dos pais e avós. 

Outras possibilidades de atividades:
1 - Verificar antecipadamente, se há um símbolo, um hino, um patrono, o motivo de ter recebido o nome que tem, dia do aniversário da escola, etc.
2 - Propor aos alunos que entrevistem os pais se conhecem a história da escola em que estudam, seu nome, o de seus diretores, sua localização, quais as turmas que mantém, os profissionais que trabalham na escola e suas dependências.
3 - Entrevista com pais, vizinhos, avós sobre a escola que estudaram, como era organizada, como eram os professores, brincadeiras, as aulas etc.
4 – Esse pode ser um bom momento para conversar com os alunos sobre quem são os profissionais da escola.
5 - Elaboração de uma releitura da imagem representando sua escola por meio de ilustração (desenho) utilizando o GIMP ou outro editor de imagens, ou ainda a produção de um texto, jornal, poesia ou música. As escolas podem utilizar seu site ou o site do NRE para divulgação dos trabalhos.

Sugestões de links:
Iniciativa de Escolas Estaduais:
II Mostra Cultural e Científica “Léo Kohler 50 Anos Construindo História”. Disponível em: http://www.teoleokohler.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/7/2740/31/arquivos/File/Projeto%206F.pdf, acesso em 08 de março de 2012.
Resgate Histórico Escola Estadual Telmo Octávio Müller. Disponível em: http://www.mletelmomuller.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=70 , acesso em 08 de março de 2012.
Projetos desenvolvidos por professores PDE:
História e Memória das Instituições Educativas . Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2008_ufpr_hist_artigo_andre_luiz_ribeiro.pdf, acesso em 08 de março de 2012.
O que você sabe sobre a História de Sua Escola? Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2007_ufpr_hist_md_lilian_ianke_leite.pdf, acesso em 08 de março de 2012
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fevereiro 02, 2012

Storify



Já é comum na web serviços que reúnem conteúdos das rede sociais e o transformam em publicações mais legais. Alguns como o Flipboard ou o Paper.li, juntam tudo o que sai no seu Twitter, Facebook e Flickr e montam uma espécie de "revista digital".
O Storify, segue a mesma linha, e permite que você organize as informações das redes sociais, ajudando a criar reportagens a partir delas. Basta digitar um assunto qualquer e ele apresenta tudo o que foi escrito sobre o tema. 
Fonte: Abril



Minhas iniciativas em: http://storify.com/egui_

novembro 22, 2011

BLOGS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA


Resumo

O presente trabalho é resultado de uma proposta de pesquisa desenvolvida para o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) do Estado do Paraná, que teve por objetivo oportunizar situações onde professores de matemática pudessem conhecer, produzir, interagir e socializar dúvidas e conhecimentos por meio do uso de blogs; e ainda, nessa utilização, explorá-los de forma crítica a fim de refletir sobre as possibilidades e desafios desse uso para a educação. Para tanto, foi criado um grupo de trabalho com encontros semanais envolvendo três professoras de matemática do Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa. Tais momentos foram analisados por meio da metodologia da pesquisa qualitativa (entrevista e observação participante) e fundamentados nos estudos de Brito e Purificação (2008), Kenski (2003, 2007), Santaella (2007), Valente (1999, 2007), Miskulin et al. (2005) e de Bairral (2009). Podemos afirmar que as possibilidades de produção, interação e socialização por meio do uso de blogs estão vinculadas à dinâmica do professor, da maneira como conduz suas pesquisas e publicação.


Palavras-chave: Educação Matemática, Formação de Professores, Blogs, Interação.


Para ver o artigo na integra clique aqui...

julho 03, 2011

Formação Continuada de Professores de Matemática: Possibilidades de interatividade e colaboração online


Resumo

Este artigo apresenta parte de uma pesquisa de mestrado, que teve por objetivo verificar as possibilidades de interatividade e colaboração de professores de matemática em um ambiente virtual, a partir de uma proposta de formação continuada em EaD Online como caminho para oportunizar aos professores uma aprendizagem em matemática com a utilização de diferentes recursos tecnológicos. Para análise dos dados consideramos os estudos sobre tecnologias educacionais de Kenski (2007) e Almeida (2003, 2007); de formação continuada de professores de matemática amparados em Miskulin (2003, 2005); o conceito de interatividade com base nos estudos de Silva (2000, 2003, 2004) e para caracterização dos participantes no espaço virtual, partimos da definição de Scherer (2005). A partir dos referenciais teóricos escolhidos construímos três categorias para análise da pesquisa: interatividade e colaboração entre sujeitos, proposta pedagógica do curso e mediação da professora pesquisadora.

Palavras-chave: Educação Matemática, Educação a Distância, Formação de Professores, Interatividade.


* Artigo apresentado na XIII CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA (comunicação).

Ciaem - XIII CONFERÊNCIA INTERAMERICANA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA



Conferência de Abertura - Professor Ubiratan D'Ambrosio
"... Matemática é a única ciência com capacidade de passar da observação das coisas visíveis à imaginação de coisas não visíveis. Este é, talvez o segredo da força da matemática. Eu penso que a origem da criatividade em todos os campos é aquilo que eu chamo de capacidade ou disposição de sonhar: imaginar mundos diferentes, coisas diferentes, e procurar combiná-las de várias maneiras."Ennio De Giorgi, 1996.

... sonhar: imaginar mundos diferentes talvez seja a característica mais importante da criatividade matemática. 
"Sem fantasia ninguém pode se tornar um matemático, e o que me garantiu um lugar entre os matemáticos dos nossos dias, apesar de minha falta de conhecimento e de forma (palavra), foi a audácia do meu pensamento." Sophus Lie, 1893



Mesa redonda com grandes maestros da Educação Matemática: Eduardo Luria (Rep.Dominicana) presidindo a mesa, Ricardo Losada (Colombia), Cesar Carranza (Peru) e nosso Ubiratan D'Ambrosio.

"Solo me resta manifestar que he sido un hombre afortunado em poder educarme, connocer y trabajar, investigar y hasta pensionarme em matematicas, esta ciencia me ha dado casi todo, logros e grandes satisfaciones y realizaciones, conocimiento real e virtual de personas y sus producciones, y hasta la integración y formación de mi familia, además la oportunidad de parcitipar de reuniones como ésta, que marcan el futuro de lá humanidad." (Ricardo Losada)

novembro 29, 2010

TECNOLOGIAS E PROFESSORES DE MATEMÁTICA: APRENDIZAGENS E DESAFIOS

Para as professoras participantes do grupo de trabalho "Tecnologias e professores de Matemática: Aprendizagens e Desafios", proponho algumas reflexões...
Para conceituar tecnologia entendemos que o termo vai muito além de meros equipamentos. Ela permeia em toda a nossa vida. Citando Bueno entendemos tecnologia conforme Brito e Purificação:


[...] um processo contínuo através do qual a humanidade molda, modifica e gera a sua qualidade de vida. Há uma constante necessidade do ser humano de criar, a sua capacidade de interagir com a natureza, produzindo instrumentos desde os mais primitivos até os mais modernos, utilizando-se de um conhecimento científico para aplicar a técnica e modificar, melhorar, aprimorar os produtos oriundos do processo de interação deste com a natureza e com os demais seres humanos (BRITO E PURIFICAÇÃO, 2008, p.32).

Os avanços tecnológicos têm provocado mudanças sociais, que podem possibilitar aos indivíduos, além da obtenção de informações e de entretenimento, sua inserção em comunidades virtuais ou grupos com identidades próprias. Nas novas gerações esses processos são muito comuns, pois se sentem muito a vontade ao falar no celular, mandar ou receber uma mensagem, participar de comunidades virtuais, interagir e se comunicar no mundo virtual. No entanto, Almeida (2007) pondera que não se pode esperar que eles cresçam e se tornem profissionais nos sistemas educativos para incorporarem às suas práticas os espaços propiciados pelas novas tecnologias.

Por conta dessa situação, concordamos com Valente (2007), ao afirmar que há que se desenvolverem diferentes letramentos para lidar com tais avanços, visto que há um processo de integração de tecnologias distintas em um mesmo artefato. Evoluções e junções muito breves se levarmos em conta as inovações nas políticas da educação.


E por conta dessa afirmação, o desenvolvimento desse projeto, cujo foco principal da pesquisa é a reorganização da cultura do professor de matemática, que passa a ser um profissional imerso e participativo na rede, que trabalha em conjunto, colabora com o outro, partilha saberes, experiências, e expectativas. 



ALMEIDA, M. E. B. Tecnologias Digitais na Educação: o futuro é hoje. In: 5˚ Encontro de educação e tecnologias de informação e comunicação, 2007, Rio de Janeiro. V E-TIC 5˚ Encontro de educação e tecnologias de informação e comunicação, 2007. 

BRITO, G. S.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias um re-pensar. Curitiba: Ibpex, 2.ed. 2008. 

BUENO, L. N. O desafio da formação do educador para o Ensino Fundamental no contexto da Educação Tecnológica. Dissertação de Mestrado em Tecnologia. Curitiba: UFTPR, 1999


Enfim, destacamos aqui algumas iniciativas, onde encontramos professores pesquisadores que se utilizam dos espaços virtuais para divulgação de seus trabalhos.


Blog do Bigode, o professor Antonio José Lopes, apresenta encaminhamentos de aula para seus alunos, reflexões, tarefas e outras coisas.



O blog Matematizando do professor Marcelo Bairral, propõe testar a utilização do blog no ensino da matemática.


e ainda... 

Matemática Recreativa do professor português Paulo Afonso, um blog onde ele propõe diferentes tarefas que podem ser trabalhadas em sala de aula, disponibiliza jogos, vídeos e outras atividades, tudo aberto a discussões e contribuições.

Matemateens com várias sugestões de atividades.

Além de ações institucionais como:

Portal do Professor com as aulas inovadoras, além de outros recursos disponíveis.


Projeto Condigital, parceria da SEED com o MEC. Na mesma perspectiva, os Conteúdos Digitais da Universidade Federal Fluminense.


março 31, 2010

aproximações da matemática e da música...

Pessoas, adorei...
Tive uma aula com o Guilherme Romanelli e vou tentar deixar aqui um resumo.
Segundo o professor, a matemática é vista por muitos como uma "ciência dura, destituída de alma..." e por sua vez, as artes que ocupam esse papel.
A música (entendida pelo professor como uma linguagem) apresenta sensações e impressões.
Por exemplo, a Cavalgada das Valquírias de Richard Wagner.
Que sensações transmitem?
 

ou Alone de Ennio Morriconne?



Músicas diferentes que nos trazem sensações diferentes...

São acordes e sonoridades perfeitas.
Cada som, nos apresenta sensações e impressões que podem ter significados diferentes, dependendo das situações anteriores que passamos. 

Quando ouvimos uma música perfeita, não percebemos o quanto de matemática ali existe, seja na divisão rítmica ou sonora. Muitas civilizações tiveram os sons organizados por escalas. Pitagoras esticou uma corda e percebeu que ela produzia som.

As primeiras referencias de instrumento são atribuídas a Pitágoras com o monocórdio. Ele é composto por uma corda estendida entre dois cavaletes fixos sobre uma prancha ou mesa. Pitágoras percebeu que no monocórdio o som varia de acordo com a extensão da corda, ou seja, que existe uma dependência do som em relação ao tamanho, e portanto, da música em relação à matemática.



"Pitágoras, experimentalmente, observou que dividindo-se a corda exatamente ao meio (para tanto se fixa o dispositivo móvel na metade do comprimento da corda) e tocando-se a mesma, escutava-se o intervalo da oitava em relação à nota original. Outros intervalos importantes, como a quinta justa e a quarta justa, eram obtidos também por frações de números pequenos (relações de 3/2 e 4/3 respectivamente). Os pitagóricos, então, desenvolveram um método de gerar novas notas a partir das conhecidas: dividindo ou multiplicando uma dessas relações por 3/2, e tomando sua metade, se o resultado for maior que dois, ou dobrá-lo, no caso dela ser menor que um. Com isso pode-se obter aescala diatônica, base de praticamente toda a música ocidental." Fonte:  Análise e Simulação de Ondas Sonoras Assistidas por Computador, disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-47442002000200008

Algumas músicas apresentam uma simplicidade gigante, pois organizam-se a partir da sequência de entrada de um  mesmo instrumento.


 

Outras notas mais complexas como o Duo de Mesa de Mozart que apresenta uma sequência de notas invertidas. 



Todas genialmente descritas a partir de sequências e combinações que não seriam possível sem os cálculos e pensamento (mesmo que intuitivo) matemático.

março 11, 2010

Naticional Library of Virtual Manipulatives


O eNLVM, sítio que disponibiliza inumeras atividades virtuais manipuláveis: números e operações, álgebra, geometria, medidas e probabilidades. As atividades são separadas por série e incluem planos de aulas, atividades, encaminhamentos para o professor e outras curiosidades.

Em cada proposta, os professores podem modificar as aulas e/ou adequá-los às necessidades de seus alunos. Opções de personalização incluem a modificação, criação, reorganização e exclusão de atividades, instruções, perguntas e configurações de applets.

Os professores podem compartilhar com os outros seus materiais, além disso, os usuários podem publicar materiais para que outras pessoas podem copiar e adaptá-las. Quando novas versões são publicadas, os usuários que fizeram as cópias são notificados para que possam obter as atualizações.


Dica da Dolores  

junho 25, 2009

Desafios e possibilidades: os recursos da web e a prática docente

Apresentação
Eguimara Selma Branco
eguibranco@gmail.com
Lilian Ianke Leite
O presente artigo nasce a partir de reflexões oriundas das possibilidades e recursos disponíveis na web. Acreditamos que são inúmeros os meios para se buscar, socializar, discutir e produzir conhecimento, porém, muitas vezes nós professores, vivemos em uma zona de (des) conforto. Nesse sentido, percebe-se que o intenso controle e massificação nos modelos de formação continuada pouco corresponde às necessidades mais imediatas dos professores, abrindo espaço para críticas e descontentamento desses profissionais em relação ao que lhes é oferecido tanto pelas mantenedoras como pelas instituições de ensino superior.

Clique aqui para ver o artigo na integra.

junho 21, 2009

MATERIAL TEÓRICO IMPRESSO PARA O CURSO DE FORMAÇÃO DE TUTORES PARA EAD: UMA EXPERIÊNCIA DE PRODUÇÃO

Eguimara Selma Branco - eguimara@seed.pr.gov.br
Gilian Cristina Barros - gilian@seed.pr.gov.br
Leda Maria Corrêa Moura - leda-moura@seed.pr.gov.br

RESUMO
As ações da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED/PR) na modalidade a distância aconteceram de forma processual, pois era necessário definição de critérios e concepções para que se pudesse implantar a modalidade na formação continuada de profissionais da educação. A partir de 2006 passaram a ser implementadas ações para a realização de cursos a distância com uso de Ambiente Virtual de Aprendizagem. Uma condição apresentada para a oferta de cursos de formação continuada na modalidade a
distância foi a existência de material impresso, pois, além da familiaridade, o material impresso apresenta facilidade para transporte e utilização, devido as possibilidades de anotações e consultas a qualquer tempo. A escrita da primeira versão do material impresso teve como ponto de partida a versão preliminar do documento base para a EaD na SEED/PR, onde estão indicados a concepção de educação, os perfis dos envolvidos (aluno, tutor, autor), as características do material impresso para EaD e o fluxo de trabalho na EaD. Além disso, também foi definida a estrutura do curso e dos textos. O curso foi organizado em cinco
módulos, os conteúdos tratados foram: definição, breve histórico e legislação da EaD no Brasil; familiarização do ambiente e-escola; aspectos da tutoria; as mídias na EaD; e avaliação na EaD. Com relação à estrutura dos textos, estes teriam: título; epígrafe; apresentação contendo objetivos, carga-horária e conteúdos; texto intercalado com questionamentos para reflexões; indicações de leituras complementares; e referências bibliográficas. Assim, este artigo tem como objetivo apresentar como se deu o processo de produção do material teórico para o I Curso de Formação de Tutores para EaD da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED/PR).
Leia aqui  o artigo na integra...

janeiro 26, 2009

Educação a Distância: diferentes possibilidades de aprendizagem

Por Eguimara Branco
eguibranco@gmail.com

Neste trabalho proponho-me a apresentar o movimento de aprendizagem vivenciados por mim na disciplina Seminário de Educação a Distância, ministrada pela professora Dra. Suely Scherer, no Programa de Pós-Graduação em Educação Linha de Educação Matemática, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no segundo semestre de 2008.

novembro 20, 2008

UTILIZAÇÃO DO SOFWTARE WINPLOT EM UMA ABORDAGEM CONSTRUCIONISTA - RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

por Eguimara Branco
eguibranco@gmail.com

Esta atividade é uma das que compõem o cronograma da disciplina Recursos Tecnológicos e Educação Matemática, ministrada pela professora Dra. Suely Scherer
do Programa de Pós-Graduação em Educação – Linha de Educação Matemática, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e consiste em planejar e propor uma oficina aos demais alunos do grupo. Nessa oficina, deve-se apresentar um software de Matemática a partir da abordagem construcionista, teoria proposta por Seymour Papert. Na abordagem construcionista, o computador, é visto como um meio que permite a construção do conhecimento, nessa abordagem, o aluno é quem ensina o computador, ou seja, o computador possibilita que as idéias dos alunos sejam exploradas, apresentadas e depuradas. Ainda nessa abordagem, o professor atua como um questionador, propositor, orientador e as informações são repassadas aos alunos para que estes possam construir o conhecimento, deixando marcas e características próprias em suas produções. Este trabalho consiste então, do relato de uma experiência a partir da utilização do software Winplot, programa utilizado para plotar gráficos de funções em matemática, a partir de uma abordagem construcionista e da análise de algumas categorias combinadas, entre aluno/professores e a professora da disciplina, quais sejam: papel do professor; relação professor x aluno; relação sujeitos x tecnologias; e aprendizagem dos conteúdos. O software winplot oportunizou aos colegas construir diversos conceitos, permitindo aos sujeitos visualizar a construção, facilitando a compreensão e assimilação do conceito e/ou problema que os mobilizaram. A seguir, relato algumas observações e análises referentes ao contexto do software, da oficina, e das atividades propostas para a mesma.

Experiência com o Winplot - clique aqui, para ver ou baixar o artigo na integra.

HANS FREUDENTHAL E AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇAO EM EDUCAÇÃO
por Eguimara Selma Branco
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇAO EM EDUCAÇÃO
Apresentação
Neste trabalho me proponho a descrever algumas contribuições que Hans Freudenthal (1905-1990) trouxe ao meu projeto de pesquisa, bem como para a Educação Matemática, a partir da análise e discussão de seu livro Mathematics as an educational task (1973). Essa atividade constitui o trabalho final da disciplina “Concepção Fenomenológica da Didática da Matemática de Freudenthal”, ministrada pela professora Dra. Maria Thereza Carneiro Soares no Programa de Pós-Graduação em Educação – Linha de Educação Matemática, no primeiro semestre de 2008.
Uma Matemática para todos
Hans Freudenthal, matemático holandês, foi educado em Luckenwalde, cidade alemã, local de seu nascimento. Embora desenvolvesse interesse especial pela matemática e pela ciência também demonstrou interesse pela leitura, lendo extensamente clássicos de literatura e de poesia. Em 1923 entrou na Universidade de Berlim onde estudou matemática e física e em 1927 foi a Paris para complementar seus estudos. No início dos anos 30, depois de defender seu doutorado, mudou-se para Amsterdã onde foi assistente de Brouwer1, um dos matemáticos mais importantes de sua época.
Na história destacou-se por defender que as idéias matemáticas estivessem ao alcance não só de futuros matemáticos, mas de todos aqueles que um dia poderiam dela se utilizar. Acreditava que as escolas precisavam de uma reorganização da instrução com vistas a uma aprendizagem matemática ativa e possível. Concebia a Matemática como uma atividade mental, ou seja, que a essência da matemática deveria ser encontrada nos processos do “fazer matemática”.
Propôs uma abordagem de matemática que possibilitasse aos estudantes reinventá-la, cabendo ao professor atuar como um expolorador, propiciando tarefas educativas, durante as quais iriam reinventando o caminho. A essa maneira de fazer matemática Freudenthal denominou Matemática Realistica. Aprender Matemática, nesta abordagem é identificado com o ‘fazer matemática’, o que está intimamente ligado à visão de Freudenthal em seu livro Mathematics as an educational task quando afirma que a matemática é uma atividade humana, que consiste em organizar, relacionar, generalizar, provar, formalizar o mundo à nossa volta. Ainda mais, propõe conduzir os alunos a uma viagem pelo mundo da matemática, a partir da descoberta e pela reinvenção.
Em seus estudos e ações Freundethal mostrou que os alunos desenvolvem gradativamente a compreensão matemática a partir de problemas reais da vida diária. Segundo ele, a exploração e resolução destes problemas lhes permitem atingir níveis cada vez mais complexos do pensamento matemático até chegar à abstração, numa etapa adequada do desenvolvimento cognitivo, social e cultural. Como conseqüência disso, temos alunos interessados pela matemática propriamente dita, adquirindo hábitos de pensar matematicamente frente à situações diversas, fossem estas pertencentes ao contexto escolar ou à vida cotidiana.
Para Freudenthal, a matemática é em primeira instância uma atividade e constitui um corpo organizado de conhecimentos. No entanto a essência da matemática não são as estruturas matemáticas, mas sim o processo que se constrói para se chegar a essas estruturas. Segundo ele, os alunos deveriam aprender matemática, “matematizando” assuntos da realidade do dia-a-dia. Matematizar é mais do que uma atividade de pensar, é aqui entendido como um ato de refletir, de compreender a realidade e modificá-la. É partir da realidade mais complexa para descobrir e reinventar o conteúdo matemático, bem como a sua organização. A matematização tem um importante papel no processo educacional, pois, propõe formular, discutir e desenvolver maneiras de entender os conteúdos matemáticos, atitudes constantes para alunos e professores envolvidos neste processo.
Em Mathematics as an educational task, Freudenthal também dedica especial atenção para a riqueza das descobertas geométricas, dizendo que na geometria, há um campo imenso para a exploração e investigação, que podem ser desenvolvidas na sala de aula. A geometria aparece como um campo privilegiado para a matematização da realidade e realização de descobertas. A partir da geometria a criança pode compreender, conhecer, explorar e conquistar o espaço, de modo a encontrar-se, mover-se e localizar-se melhor. Recorrendo à manipulação de materiais e à visualização, matematiza a geometria tornando-a propícia a um ensino baseado na realização de descobertas e na resolução de problemas.
Segundo Freudenthal,

A Geometria é uma das melhores oportunidades que existem para aprender a matematizar a realidade. É uma oportunidade de fazer descobertas como muitos exemplos mostrarão. Com certeza, os números são também um domínio aberto às investigações, e pode-se aprender a pensar através da realização de cálculos, mas as descobertas feitas pelos próprios olhos e mãos são mais surpreendentes e convincentes. Até que possa de algum modo ser dispensadas, as formas no espaço são um guia insubstituível para a pesquisa e a descoberta. (1973, p.407)

As inquietações e irreverências de Freudenthal influenciaram muitos pesquisadores, tanto que em 1971, ele fundou o Instituto para Desenvolvimento de Educação Matemática - IOWO, sendo seu primeiro diretor. O IOWO que tinha como lema a “observação”, tornou-se mundialmente conhecido e teve papel decisivo no ensino da matemática nas escolas holandesas. Em 1991, após sua morte, o Instituto passou a chamar-se Freudenthal Institute2 (FI). 
Integrando Tecnologias
No início deste trabalho, apresento Freudenthal como um pesquisador inquieto com a organização escolar da sua época, e aqui, compactuo com ele em relação aos processos de ensino que ainda ocorrem na maioria das aulas de matemática. Fato que muitos professores encontram-se insatisfeitos com suas práticas, e apesar de participarem de cursos de formação continuada, não conseguem realizar mudanças significativas em sala de aula, pois, continuam a viver sua profissão de forma solitária, e buscam individualmente resolver os problemas oriundos do calor da prática pedagógica, fato esse que pude comprovar nos trabalhos desenvolvidos na SEED. Dentro desse contexto, também a matemática apresentada aos alunos continua mecânica, reproduzida do que está nos livros e desvinculada da realidade.
Fora da escola, na sociedade contemporânea, as Tecnologias de Informação e Comunicação - TICs, trazem novas maneiras de se viver e de se organizar. Um exemplo disso é a maneira com que crianças e jovens utilizam celulares e a internet como meios de comunicação. Da mesma forma que conversam com seus amigos, acessam sítios, buscam informações, jogam e interagem com naturalidade.
Kenski (2003) propõe que também a prática docente se oriente nesse sentido. A apreensão do conhecimento na perspectiva do uso das tecnologias digitais, em especial o computador e a internet, precisa ser assumida como possibilidade didática para as aulas. Mas esse ensinar não deve limitar-se a um contexto de reprodução de aulas convencionais, muito menos de ensinar a lidar com a máquina, mas num contexto de construção do conhecimento por meio do uso da tecnologia.
É nesse sentido que em meu projeto de pesquisa no Mestrado, proponho a análise do movimento de (re)construção de conceitos matemáticos por professores de matemática, ao participarem de um grupo de trabalho colaborativo, a partir do uso das TICs, especificamente softwares para trabalho com conceitos matemáticos.
Acredito que a proposta do grupo de trabalho colaborativo pode servir como espaço de aprendizagem, em que professores de matemática tenham oportunidade de (re)organizar e (re)construir conceitos matemáticos com o uso de TICs, assim como discutir e socializar práticas docentes de aulas de Matemática.
Por meio do acesso as TICs, recorrendo aos softwares e/ou applets em java3 é possível, conforme defende Freudenthal (1973), manipular e matematizar, propiciando um ensino baseado na realização de descobertas e na resolução de problemas. Ao propiciar a exploração visual, os softwares matemáticos possibilitam trabalhar a matemática de maneira expressiva, ajudam no enriquecimento do campo perceptivo e das operações mentais envolvidas nos processos de construção do conhecimento.
Nessa perspectiva, a contribuição do professor é essencial, pois esses precisam estar flexíveis e dispostos para novas possibilidades de aprendizagem. Borba (2003) citando Tikhomirov, diz que os computadores não substituem ou complementam os seres humanos. Diz ainda, que os computadores ajudam a reorganizar o pensamento, “visão de pensamento aqui adotada inclui a formulação e resolução de problemas e o julgamento de valor de como se usa um dado conhecimento”.
Esse mesmo autor evidencia questões sobre experimentação com tecnologias, visualização e demonstração. Indica também alguns processos inerentes ao fazer matemática com informática, como a possibilidade de testar conjecturas usando um número grande de exemplos, de executar modos alternativos de testes, evidenciando a possibilidade de repetir os experimentos, os diferentes tipos de representações, etc.
Assim, inserir novas tecnologias como meio didático aos professores de Matemática, buscando romper com o tradicionalismo da Matemática estática representa um grande desafio.

Conclusão
Freudenthal defendia uma Matemática para a vida, que tivesse pontos de contato com a Matemática vivida pela criança. Penso que isso seja possível a partir da utilização de softwares interativos, pois esses permitem criar e manipular figuras geométricas, gráficos e tabelas permitem também construir conceitos de operações, algébricos e afins. Considero que as TICs representam importantes aliados aos professores de Matemática, por possibilitarem a interação com os objetos de conhecimento representados por meio da manipulação e da modelização.
Nessa mesma perspectiva, também pesquisadores atuais do Freudenthal Institute, apresentam várias publicações e projetos desenvolvidos na área de Tecnologias e Educação Matemática, como o Rekenweb4, desenvolvido por pesquisadores de Portugal para apoiar professores primários na sua tarefa de ensinar Matemática Realista. No referido Instituto encontra-se uma extensa lista de softwares5 a disposição dos usuários, evidenciando o crescimento e a motivação de estudiosos da área na produção de estudos e pesquisas a linha de Tecnologias Informática e Educação Matemática.
Como tais pesquisadores, proponho em minha investigação buscar estratégias, discutir e apresentar indagações que contribuam para melhorar a prática pedagógica do educador matemático a partir da proposição de (re)construção de conceitos matemáticos a partir do uso de softwares específicos, bem como ampliar o debate sobre o uso das TICs no contexto educacional.
Acredito que educadores não devem se acomodar. É preciso estar em constante atualização, acontecendo, fazendo mudança, pois, “ao ser consciente, nos tornamos seres de práxis, de ação e reflexão, pois constatando, refletimos para mudar, não para nos adaptarmos. A mudança implica rupturas, lentas ou bruscas do que parece acabado e pronto”.(SCHERER, 2005).

Referências

BORBA, M. C. & PENTEADO, M. G. Informática e Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. 
 
FREUDENTHAL, H. Mathematics as an Educational Task. Dordrecht: D. Reidel Publishing Company, 1973.

KENSKI, V. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas, Papirus, 2003.

ROMERO, S.A. Contribuições dos jogos eletrônicos na construção da linguagem algébrica. Dissertação Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática da Universidade Estadual de Maringá – UEM. Maringá: UEM, 2007. 201 p. 
 
SCHERER, S. Uma estética possível para a educação bimodal: aprendizagem e comunicação em ambientes presenciais e virtuais. Tese Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo: PUC, 2005. 240 p.

1 Brower, importante matemático, fundador do intuicionismo matemático.
2 Para conhecer o Instituto, acesse .
3Software que é executado dentro de uma página da web.
4 Disponível em
5Acesse o Instituto a partir do link <http://www.fi.uu.nl/en/>, no Website Gallery clique em Wisweb. Você será redirecionado para o site <http://www.fi.uu.nl/wisweb/en/>. Nesse espaço clique em Applets para ver as várias opções de aplicativos disponibilizados.