novembro 28, 2005

Receita de se olhar no espelho

por Roseana Murray

Se olhe de frente
de lado
de costas
de cabeça para baixo
pinte o espelho
de azul dourado vermelho
faça caretas ria sorria
feche os olhos abra os olhos
e se veja sempre surpresa

quem é você???

novembro 24, 2005

O PORQUÊ DE RISCAR O SETE ( 7 )

Até os dias atuais muitas pessoas quando escrevem o numero 7 ainda o
fazem utilizando uma barra horizontal (traço) suplementar na metade do
algarismo.
Oficialmente este pequeno traço não existe, como dá para constatar
digitando a tecla 7 do seu teclado de micro, calculadora ou qualquer
outro aparelho que possua teclado.
Agora eu te pergunto:
Você sabe a origem deste costume??
Para responder temos que voltar muitos séculos atrás, aos tempos
bíblicos, quando Moisés estava no Monte Sinai e lhe foram ditados os10
mandamentos.
Ele, em voz alta, os foi dizendo à multidão, um por um.
Quando chegou no sete, Moisés anuncia:
- Não desejarás a mulher do próximo.
Um breve silêncio e a multidão grita em coro:
- Risca o sete, risca o sete!!!!

Aos 16, deficiente é campeão de matemática

Ele não enxerga, quase não ouve, usa cadeira de rodas e tem grande parte
dos movimentos comprometidos. Portador de artrite reumatóide, Paulo Santos
Ramos, 16, foi um dos vencedores da olimpíada de matemática promovida pelo
governo federal na rede pública de todo o país. A prova envolveu 10,5
milhões de estudantes de 31.028 escolas.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Aos 16, deficiente é campeão de matemática
Aos 16, deficiente é campeão de matemática
Paulo é um dos 300 alunos que receberão uma medalha de ouro na Olimpíada
de Matemática das Escolas Públicas, organizada pelos ministérios da
Educação e de Ciência e Tecnologia.

Cursa a sexta série em uma escola regular do Plano Piloto, bairro de
classe média de Brasília. Participou da olimpíada com outros 220 alunos do
colégio e foi o único vencedor do grupo.

Matemática está entre as disciplinas preferidas dele, ao lado de
português, geografia e ciências. Quando a Folha o procurou ontem na
escola, ele ajudava um colega, também portador de deficiência visual, a
recuperar nota em outra matéria, história.

Paulo lê os textos em braile, mas a perda parcial do movimento das mãos o
impede de escrever e digitar. Por isso os professores o avaliam por meio
de testes orais. "Ele é muito estudioso, sedento de aprender", diz a mãe,
Maria Santos.

Em casa, o computador é usado tanto para fazer trabalhos da escola quanto
para se divertir, com o auxílio de um programa desenvolvido para
portadores de deficiência visual, que transforma a fala em texto escrito.

"Só converso coisas legais na internet", diz. O site preferido é o da Rede
Saci (www.saci.org.br), que tem informações dirigidas a deficientes. Nela,
entra em salas de bate-papo e cria jogos que desenvolvem, por exemplo, os
sentidos de espaço e direção.

A artrite reumatóide surgiu aos dois anos de idade. A primeira
manifestação foi uma inflamação na perna direita. Ele demorou a freqüentar
a escola, por causa da dificuldade da família em lidar com a doença, diz a
mãe. Às vezes falta às aulas em razão de dores, mas nunca foi reprovado.

Há quatro anos, passou a usar cadeira de rodas por causa da atrofia. A mãe
acredita que a doença agora esteja estabilizada com o uso de corticóide.

Paulo, por enquanto, parece não se importar com que carreira seguir no
futuro. Seu maior interesse é conseguir fazer fisioterapia no Hospital
Sarah Kubitschek, de Brasília, para tentar recuperar o movimento das
pernas. Ele, porém, afirma que ainda não conseguiu uma vaga.

SILVANA DE FREITAS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

novembro 20, 2005

Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz Feliz...

Estou muito feliz... por vários motivos... ;o)



novembro 13, 2005

Eu só atraio gente esquisita...
Meus amigos são esquisitos...
Minha familia é esquisita...
Meus médicos são esquisitos...
eu não...
eu sô uma gracinha...

Diferenças...

Se queres chegar a ser feliz, só irás consegui-lo deixando de pensar em ti. Enquanto não abrires espaço em tua vida para alguém que seja, para ti, tão importante como tu mesmo, viveras perdido, solitário e buscando...

novembro 08, 2005

novembro 07, 2005

Valor de "x"

novembro 06, 2005

Sua personalidade revelada pelo chocolate. Confira.

São Paulo - Que tipo de chocolate você prefere: doce, amargo, em forma retangular ou redonda? Se você acha que a resposta não tem nenhuma importância, engana-se. Ela é fundamental, pois segundo o psicólogo neozelandês Murray Langham, o chocolate pode revelar muito de sua personalidade.
Os amantes de chocolate ao leite, por exemplo, tendem a ser pessoas ingênuas que gostam de viver no passado. Os que apreciam chocolate branco possuem um inato de lealdade e justiça e acreditam ter o poder de comandar tudo. Verdade? Só observando. Mas o assunto é interessante e pode ser conferido em detalhes no site Chocolate .
Fonte: Estadão

novembro 05, 2005

Divulgando um novo site para o Régua e Compasso (Zirkel), o software de geometria dinâmica gratuito e de código aberto escrito em JAVA por René Grothmann: A seção "TUTORIAL" apresenta vídeos no formato gif e flash, que mostram como usar o programa! Existe também uma seção de exercícios online para você testar o aprendizado!Dúvidas, sugestões e contribuições são bem-vindas! O objetivo da página é popularizar um excelente software de geometria dinâmica que é gratuito e de código aberto!
Por Humberto Bortolossi

novembro 04, 2005

Google já oferece livros completos na Web

O Google já oferece ao público livros inteiros, obras não protegidas pela lei dos direitos autorais, no endereço http://print.google.com. A maior parte do material data do século 19, entre romances de Henry James, histórias da Guerra Civil norte-americana, leis e atos do Congresso, biografias de famílias de Nova York e mais. Os textos estão indexados para buscas e os usuários poderão salvar imagens de páginas individuais. É possível encontrar informações sobre autores brasileiros como Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos e mais recentes como Paulo Coelho.

novembro 02, 2005


São tantas coisas...


estou vivendo uma época bem complicada...


seca, frio, calor, chuva, cansaço, medo, conflitos...conflitos...

Coisas importantes

"Angustia-me a negligência com umaquestão tão grave, que para algunsnunca chega a ser um drama, masque é tão fatal quanto balas perdidasou tiros intencionais: o alcoolismo".
O dispendioso referendo a que acabamos de ser submetidos teve ao menos um resultado positivo: o povo entendeu que deve mostrar seu descontentamento usando o voto, a melhor das armas.
O voto manifestou o repúdio dos brasileiros a políticas públicas aqui praticadas, não apenas na área da segurança mas na de saúde e defesa sanitária, na de educação e na de moradia. Dinheiro existe, orçamentos também, mas as aplicações estão sempre muito aquém das necessidades.
Ainda no campo da saúde pública, um tema me parece urgente: o efeito da propaganda de bebidas alcoólicas, sobretudo na televisão. Se para a maioria das pessoas a bebida não causa problema e pode ser moderadamente tomada, em muitas provoca a terrível doença do alcoolismo, promovendo grande sofrimento pessoal e familiar, assassinatos por acidentes de trânsito ou armas de fogo.
Em nome desses para quem beber é uma perdição, deveríamos suspender tais propagandas, duas das quais me irritam particularmente pela mensagem turva e pelo mau gosto: um marido, entediadíssimo enquanto a mulher compra comida para os filhos, ao escutar algo que lhe lembra "bebida", anima-se, enche o carrinho, e ouve-se o comentário (cínico, no caso): "Beba com moderação".
Na outra, engraçada para um olhar desavisado, depois de beber as pessoas começam a se cumprimentar passando a mão no traseiro umas das outras. Quando sóbrias, cumprimentavam-se apenas com um simples abraço rápido. Recado para os desprevenidos: "Bêbados, ficamos mais ousados, mais interessantes, a vida é mais gostosa..." A propaganda é além de tudo enganosa, pois, ao contrário do que ela pretende mostrar, bebendo em excesso ficamos chatos, inoportunos, desagradáveis e violentos... quando não criminosos.
O mal advindo da falta de maior controle sobre a venda, o consumo e a propaganda de álcool é imenso. Como parece imensa a necessidade de nos anestesiarmos com substâncias que vão da falsamente inocente maconha a drogas ainda mais destruidoras – passando pela bebida, ainda não oficialmente considerada "droga", embora o seja.
Quem não gostaria de escapar, eventualmente, da concretude da vida, que é tão rica e instigante, mas pode ser tediosa ou ameaçadora, violenta e corrupta? Isso nos torna frágeis diante da lei, descumprida, sobre a venda de álcool a menores, da facilidade com que ele é adquirido e da propaganda que faz parecer divertida tão perigosa servidão, para quem corre o risco de se tornar seu escravo, e precisaria ser respeitado.
Anos atrás, visitei várias vezes uma importante clínica de recuperação de drogados (incluindo alcoólatras) em outro estado, acompanhando amigos cujo filho ali recebia tratamento. A maior parte dos internos era de freqüentadores habituais: tinham alta e retornavam, alguns já com seqüelas, destruídos os neurônios, a beleza, a juventude e o futuro.
O álcool e outras drogas não produzem apenas casos trágicos e clínicas de recuperação: invadem nosso cotidiano. Outro dia, caminhando cedo pela manhã em seu bairro, uma conhecida minha encontrou jovens saindo da loja de conveniência (aberta 24 horas) em um posto de gasolina, com várias garrafas de bebida. Entravam em seus carros, arrancavam, voltavam, saíam outra vez, insultavam-se, riam, jogavam garrafas uns nos outros ou nos carros que passavam. De repente, um deles soltou um foguete praticamente dentro do posto de gasolina.
Tudo acabou em alguns minutos, sem nenhum acidente mais sério. Digamos que foi uma brincadeira de gente imatura. Porém, a tragédia espreitava, como tantas vezes em que brincamos com o perigo real.
Não sou moralista. Não ignoro as dores da vida que nos levam a buscar esquecimento e alienação. Angustia-me a negligência com uma questão tão grave, que para alguns nunca chega a ser um drama, porém para outros funciona como uma arma contra si e contra todos – tão fatal quanto balas perdidas ou tiros intencionais.
Por Lya Luft