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abril 27, 2010

Como criar um Blog (Produçao didático-pedagógica)

Encontrei um vídeo bem interessante que traz uma vídeo-aula simples para a criação de um blog no Blogger.

Proposta produção didático-pedagógica - PDE (Eguimara Branco)

1 Título:
Tecnologias e professores de Matemática: aprendizagens e desafios.

2 Material didático:
Artigo com referencial teórico, remetendo ao blog que vai apresentar textos, metodologias, indicações de softwares, técnicas pedagógicas, artigos, tutoriais, dicas, para ser utilizado pelos professores de matemática na sua formação profissional.

3 Justificativa:
Diariamente, professores em geral, encontram-se diante de novas e inesperadas situações e, precisam tomar decisões mesmo não se sentindo preparados. Esse fato não é algo restrito apenas a professores em início de carreira, mesmo aqueles com anos de experiência profissional necessitam discutir situações para superar problemas oriundos da sala de aula. Entretanto, a correria do dia-a-dia, o excesso de atividades e atribuições, os impede de reservar momentos para essa socialização.
Em paralelo, na sociedade contemporânea, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) oportunizam novas maneiras de viver, de organizar a informação, o conhecimento e as formas de aprender. Computadores, internet, celulares, caixas bancários, cartões de crédito, redes, etc. permitem aos usuários criar, distribuir, receber, consumir e digerir diferentes informações. Vivemos em uma “nova era” na qual os nativos digitais[1] sentem-se muito a vontade ao conversar com amigos pelo celular ou internet, acessar sítios, receber todos os tipos de informação, interagir com naturalidade utilizando ferramentas, coisas que há vinte anos eram desconhecidas da grande maioria da sociedade.
Por um motivo ou por outro, professores e TICs, ainda não convergem.
Para Bairral (2009), embora a utilização das novas tecnologias esteja mais freqüente no cotidiano dos indivíduos, sua implementação efetiva nas atividades escolares, ainda é incipiente.
Assim, nesta proposta, intenciona-se justamente buscar essas aproximações: de um lado professores que precisam interagir e de outro as novas possibilidades de comunicação e interação propiciadas pelas novas tecnologias. Por meio desse projeto, defende-se que professores de matemática podem interagir e socializar suas dúvidas e conhecimentos por meio dos mais diversos espaços oferecidos pelas tecnologias informáticas; e ainda nessa utilização, aprender a explorá-los (os recursos) de forma crítica, levando-os a refletir sobre as possibilidades e desafios deste uso.
Mas quais seriam os espaços que permitiriam essa interação? E mais, de que forma os professores podem participar da rede? Essas e outras reflexões provocaram o problema de pesquisa.

4 Problematização:
De que maneira os recursos tecnológicos disponíveis na web, podem contribuir para a formação profissional do professor de matemática?
             
5 Objetivos:
Objetivo Geral
- Propiciar aos professores de matemática conhecer espaços virtuais que contribuam para sua formação profissional num processo de interação e colaboração.

Objetivos Específicos:
Apresentar aos professores de matemática diferentes ambientes virtuais;
- Discutir com os professores (nos ambientes virtuais apresentados) referenciais que tratem da Educação Matemática e do uso de tecnologias nas aulas de matemática;
- Observar os movimentos e aprendizagens dos professores dentro dos ambientes apresentados.
- Propiciar reflexões a respeito de uma nova cultura de hábito de pesquisa, discussão, análise e reflexão coletivas por meio da web. 

6 Fundamentação Teórica:
Ver projeto de intervenção pedagógica.
  
7 Desenvolvimento metodológico:
Para atender o objetivo proposto, neste projeto, intenciona-se criar um grupo de pesquisa formado pela pesquisadora[2] em conjunto com os professores de matemática do Colégio Estadual Lysimaco Ferreira da Costa.
A metodologia escolhida é a da pesquisa qualitativa, onde os métodos utilizados serão: a observação participante e a entrevista. Neste estudo a observação participante seguirá de forma natural, uma vez que, a pesquisadora é integrante do grupo a ser investigado. A entrevista, por sua vez, tem por objetivo obter dados que interessam a investigação.
A pesquisa se dará em quatro etapas, onde a primeira será a entrevista intencionando levantar os conhecimentos dos professores a respeito do uso das TICs; a segunda etapa dar-se-á no Laboratório de Informática da escola onde os professores poderão conhecer e criar espaços virtuais pessoais (portfólios) para que possam socializar conhecimentos técnicos, teóricos e metodológicos acerca dos ambientes e da utilização das TICs nas aulas de matemática; a terceira etapa consiste na observação dos movimentos dos professores nos espaços criados; e finalmente, a quarta e última etapa será para a análise dos resultados obtidos com a pesquisa.
Resumindo, o que se pretende é criar um ambiente pessoal de estudo e trabalho para cada professor de matemática da escola. Esse ambiente deverá agregar outros professores já imersos na web, buscando ser permeado pelo trabalho colaborativo com vistas a promover a socialização de experiências e a elaboração de atividades que estimulem o uso das TICs nas aulas de matemática.
Vale destacar que o foco principal da pesquisa é a reorganização da cultura do professor de matemática, que passa a ser um profissional imerso na web, que trabalha online em conjunto, colabora com o outro, partilha saberes, experiências, e expectativas.



[1]     Idéia de Mark Prensky, para este autor os nativos digitais se criaram com a TV ligada, controle remoto, celular e computador na mão. Ver: http://www.marcprensky.com/writing
[2]        A autora é participante do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) do Estado do Paraná e para tanto, precisa desenvolver um projeto de intervenção na escola que tem fixação de padrão. Para saber mais, veja: http://www.pde.pr.gov.br/

fevereiro 15, 2010

Irracionalidade de Pi


Matemática, monstros, significados e Educação Matemática

Análise do artigo:

  1. LINS, Rômulo Campos. Matemática, monstros, significados e educação matemática. In: BICUDO, Maria A. V.; BORBA, Marcelo de C. (Orgs.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004. p. 92 – 120.


No artigo Lins (2004) afirma que há um distanciamento entre a matemática acadêmica (que ele chama de oficial, da escola, do formal, do matemático) e a matemática da rua (que seria aquela que usamos em nosso cotidiano). Apresenta ainda a Teoria dos Monstros, que o autor descreve como sendo um lugar onde há um jardim do matemático, e do outro lado um jardim dos não matemáticos. Na divisa dos jardins há um mostro que para o matemático é como se fosse um animal de estimação, manso e calmo. Mas para os demais o monstro é terrível, de outro mundo, os não matemáticos não tentam passar por ele, pois tem medo. Com o passar do tempo o mostro se torna fechado e impenetrável, impedindo o não matemático de alcançar o jardim do conhecimento matemático. Dessa forma o não matemático simplesmente tenta esquecer que um dia precisou tentar chegar nesse jardim.

Lins utiliza a Teoria dos Monstros para examinar de que forma “monstros” podem ter um papel de regulador da diferença entre duas matemáticas: a Matemática do matemático (da escola) e da Matemática da rua.

Gosto muito dessa alegoria de Lins. Considero que ele consegue fazer uma explicação clara do que encontramos hoje no contexto escolar. Dizer “não gosto de matemática” é quase uma questão social que acompanha muitas pessoas que a repetem sem saber ao certo do que se trata, pois desistiram de chegar ao jardim do conhecimento. Isso é passado de pai para filho quase como algo hereditário. Se a escola não da conta de superar o fato, ele perpetua-se.

O fracasso das pessoas em relação à Matemática escolar não é um fracasso de quem não consegue aprender, mas sim um sintoma de alguém que a recusa sem sequer se aproximar das coisas, esse fato se dá pela falta de produção de significado.

Também Vianna[1] (2007) com base no livro de Imre Lakatos - Provas e Refutações – fala dos monstros, que seriam os poliedros que não satisfazem as definições e teoremas que vão sendo desenvolvidos pelos matemáticos.

Para Lins, é a partir do mundo humano que produzimos significado para o mundo das coisas, e não ao contrário e a Educação Matemática propõe transformar o monstro monstruoso em monstro de estimação;

Enfim, habitualmente temos medo daquilo que não conhecemos que não fomos adequadamente apresentados, que não abstraímos, que não convivemos...


[1] VIANNA, C. R. A Educação Matemática à sombra dos monstros. In: PROFMAT 2007, 2007, Angra do Heroísmo. Actas do ProfMat. Lisboa : APM - Associação de Professores de Matemática, 2007.b

O ensino e as propostas pedagógicas

Análise crítica do texto:

  1. MICOTTI, Maria Cecília de Oliveira. O ensino e as propostas pedagógicas. Pesquisa em Educação Matemática: Concepções & Perspectivas. BICUDO, Maria Aparecida V. (org.). São Paulo: Editora UNESP, 1999, p. 153 -167.
Conforme a leitura percebe-se que para a autora educar é a principal função da escola. A autora afirma, também, que até bem pouco tempo, ensinar era considerado sinônimo de transmitir informações, mas as ideias pedagógicas mudaram. A sociedade contemporânea exige um perfil de um novo ser, por conta disso, buscamos uma proposta de ensino e de aprendizagem que atenda esse público, ou seja, extrapole a sala de aula.
Considero que a principal função da escola deveria ser a transmissão/produção do conhecimento. Mas que nos modelos de escola que temos hoje essa função perdeu-se uma vez que passou a assumir papeis que há tempos atrás seriam atribuídos a família. Então como atender essa diversidade?
Para a autora, seria ideal que a matemática escolar propiciasse aos alunos habilidades como: lógica de raciocínio; possibilidade de transferir conhecimentos de uma área para outra; comunicação e entendimento do que lhe é comunicado; trabalho em equipe; interpretação da realidade; analise e tratamento da informação; postura crítica, entre outras.
Nessa concepção, entendo que aprender matemática vai muito além do que temos nas escolas de hoje. Concordo com Groenwald[1] (1999) que aprender Matemática é compreender a interpretar problemas. Isso implica o desenvolvimento do raciocínio lógico, da compreensão, da imaginação e da extrapolação, ou seja, é muito mais do que aprender técnicas de utilização imediata.
Micotti (1999) apresenta uma preocupação no sentido de que se o ensino tradicional for substituído por atividades sem reflexão, podem trazer prejuízos educacionais. Concordo com ela, nesse sentido e por isso defendo a formação continuada do professor. Na perspectiva de um profissional conforme propõe Ponte[2].

Para responder aos desafios constantemente renovados que se colocam à escola pela evolução tecnológica, pelo progresso científico e pela mudança social, o professor tem de estar sempre a aprender. O desenvolvimento profissional ao longo de toda a carreira é, hoje em dia, um aspecto marcante da profissão docente. (1998, p.2)

Não podemos desconsiderar que diariamente os professores encontram-se diante de desafios e dilemas, de novas demandas de aprendizagens e de formação docente que são postas pela sociedade contemporânea. Para esses professores, configura-se a necessidade de uma maior adaptação às mudanças, inovação, flexibilidade, criatividade, possibilidade de trabalho em grupo e capacidade para resolver problemas.
Com vistas a atender essas demandas, muito pesquisadores voltaram seus estudos intencionando a superação dos modelos considerados ultrapassados. Pesquisas como a de Polya[3] (1948) e depois Freudenthal[4] (1973) trouxeram grandes contribuições as discussões no campo dos processos que envolvem o apropriação do saber matemático.
Assim pensar na Educação Matemática orientada pelas tendências metodológicas, objetos de pesquisa de muitos autores, concepções relacionadas umas com as outras, que podem ser utilizadas indistintamente pelos professores durante o desenvolvimento de atividades de ensino e aprendizagem da matemática escolar pode ser uma proposta para atender as aflições que Micotti apresente no texto.
Obviamente que cada tendência possui características próprias, a sala de aula é um espaço propicio a incorporação das mesmas, mas cabe ao professor saber qual a melhor tendência e qual momento adequado a sua utilização, lembrando sempre que, a utilização de uma não exclui a outra.

[1] GROENWALD, C. L. O. A Matemática e o Desenvolvimento do Raciocínio Lógico. Educação Matemática em Revista - RS. Janeiro/Junho de 1999.
[2] PONTE, J. P. Da formação ao desenvolvimento profissional. In: ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE MATEMATICA, 1998, Guimarães. Actas Lisboa: APM, 1998, p.27-44.
[3] POLYA, G. (1948): Cómo plantear y resolver problemas. Editorial Trillas. México.
[4]FREUDENTHAL, H. Mathematics as an educational task. Holland: Dordrecht, 1973.