abril 09, 2012

minha indignação...

Esse final de semana de Páscoa, fiz uma viagem a Cascavel. 
Um percurso razoável... são 1030 Km, uma vez que precisei passar em Ponta Grossa.

Exibir mapa ampliado
De Curitiba a Ponta Grossa a pista é dupla, em torno de 100 km de asfalto razoável, porém com trafego bem maior. De Ponta Grossa em diante (até Cascavel) a pista é simples, nada demais... 
Nesta viagem, passei por 14 praças de pedágio (ida e volta). E é justamente esse, o motivo deste post, pois gastei R$ 112,00 para fazer o percurso. Segue cópia dos comprovantes (apenas de ida).
Sinceramente fiquei preocupada com a minha acomodação. Como podemos ser conivente com isso?
O curioso é que além do fluxo de veículos ser intenso na BR, a cada praça de pedágio filas se formavam... e todos pacificamente se acomodavam nas filas para pagar pelo absurdo.
Fiquei olhando aquelas pessoas e nisso não me excluo, me lembrei de uma música do Gabriel Pensador, que diz "Até quando você vai levando? Até quando vai ficar sem fazer nada? " e por isso registro aqui minha indignação...


março 18, 2012

Pinterest e minha surpresa...

Confesso que quando recebi o convite do Pinterest, pensei... aff mais um login.
Mas com certeza a dimensão que a ferramenta está tomando é impressionante. 

Em termos de Educação, basta fazer uma busca no termo e logo você vai encontrar uma grande quantidade de “placas”/pins/murais de outros membros com o tema. 


Além de que na rede já é possível encontrar várias sugestões e possibilidades de seu uso na educação.


Uma possibilidade que vejo é de criar pins/placas, onde os alunos podem fazer seus comentários. Os pins pode estar linkados a blogs e wikis, sendo direcionados no momento do clique.


Os Nós na Rede sugerem:
- Criar pins sobre vocabulários. Os alunos podem agregar sinônimos, frases, citações relacionados com a palavra. Muito útil para professor de línguas;
- Criar placas que trate de séries, filmes. Os alunos podem fazer comentários, resenhas e se posicionar criticamente e podem, ainda, agregar trailers. Eles também podem se posicionar em relação aos comentários dos colegas. Assim estarão aperfeiçoando suas habilidades de produção textual, além de trabalhar conceitos como respeito a opinião do outro, ética, etc;
- Crie um pins/murais colaborativas sobre una época histórica concreta. Assim os alunos poderão agregar novos fatos que sejam(pereçam) relevantes e que estejam disponíveis na internet. Pode ser trabalhado costumes, vestimentas, vida social da época, economia.

Para saber mais, leia:

Aprenda aqui, como acessar o Pinterest:

Visite e re-pin:

Quem faz a escola somos todos nós...

No dia 15 de março preparamos (eu, Keila e Rosângela - Multimeios) um encaminhamento para ser desenvolvido na escola. Penso que o conteúdo proposto pode ser desenvolvido em qualquer momento na escola e, por isso socializo aqui.
Professor observe está ilustração.
1 - O que você vê na imagem?
2 – Ela remete a importância que a escola teve para sua vida?
3 - Como seria sua vida se acaso não tivesse frequentado uma escola?
Então, é com base nesta ilustração, e na importância que a Escola tem em nossas vidas, que incentivamos a comemoração do Dia da Escola.
Vale lembrar que a escola pública é composta por uma diversidade de sujeitos, sejam eles crianças, adolescentes, jovens e adultos, e assume um compromisso com todos esses alunos.
Na escola, os conteúdos trabalhados são compostos por diferentes metodologias, voltando-se a uma perspectiva crítica de educação. E, nesse sentido, compreende a produção científica, propicia a reflexão filosófica e subsidia para que os alunos tenham argumentos diante das diversas questões presentes na sociedade, sendo esses, os principais objetivos da nossa escola. Esse é o nosso papel enquanto professor da escola pública.
Pois, estamos então falando de uma escola que forma cidadãos críticos, que os prepara para mercado de trabalho, para as universidades, que constrói a cidadania, que encanta, que apaixona e que liberta.
Pois, quem faz essa escola somos todos nós!


Proposta de atividade:
Objetivo
Resgatar e socializar o patrimônio sócio histórico de nossas escolas, através de atividades variadas, envolvendo as diversas disciplinas e os segmentos da escola.
Valorizar a constituição histórica da escola como parte da comunidade e do histórico das famílias.
Encaminhamento:
Professor, em sala de aula lançar aos seus alunos, questões como:
De onde vem o nome de sua escola?
Quando ela foi criada?
Questione se conhecem pessoas importantes que passaram por ela (aqui entendam casos de sucesso: escritores, cientistas, políticos, músicos etc.) 

Essas pessoas podem ser convidadas para uma conversa.
Solicite aos alunos que tragam de casa fotos antigas, ou verifiquem na biblioteca (acervo) da escola.
Converse com os alunos, sobre como a escola poderia ser melhor?
A intenção dessa atividade é buscar resgatar a história da sua Escola, na intenção de que esta não se perca ao longo do tempo. Procure construir com os alunos uma memória local do bairro onde a escola está inserida. Pois ao resgatar a história da escola, resgata-se a memória das famílias que por ali passaram, bem como, a memória do entorno, constituindo a comunidade enquanto parte da construção dessa história. Procure convidar a comunidade escolar para contar histórias, causos, relatos de vida, valorizando o saber dos pais e avós. 

Outras possibilidades de atividades:
1 - Verificar antecipadamente, se há um símbolo, um hino, um patrono, o motivo de ter recebido o nome que tem, dia do aniversário da escola, etc.
2 - Propor aos alunos que entrevistem os pais se conhecem a história da escola em que estudam, seu nome, o de seus diretores, sua localização, quais as turmas que mantém, os profissionais que trabalham na escola e suas dependências.
3 - Entrevista com pais, vizinhos, avós sobre a escola que estudaram, como era organizada, como eram os professores, brincadeiras, as aulas etc.
4 – Esse pode ser um bom momento para conversar com os alunos sobre quem são os profissionais da escola.
5 - Elaboração de uma releitura da imagem representando sua escola por meio de ilustração (desenho) utilizando o GIMP ou outro editor de imagens, ou ainda a produção de um texto, jornal, poesia ou música. As escolas podem utilizar seu site ou o site do NRE para divulgação dos trabalhos.

Sugestões de links:
Iniciativa de Escolas Estaduais:
II Mostra Cultural e Científica “Léo Kohler 50 Anos Construindo História”. Disponível em: http://www.teoleokohler.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/7/2740/31/arquivos/File/Projeto%206F.pdf, acesso em 08 de março de 2012.
Resgate Histórico Escola Estadual Telmo Octávio Müller. Disponível em: http://www.mletelmomuller.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=70 , acesso em 08 de março de 2012.
Projetos desenvolvidos por professores PDE:
História e Memória das Instituições Educativas . Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2008_ufpr_hist_artigo_andre_luiz_ribeiro.pdf, acesso em 08 de março de 2012.
O que você sabe sobre a História de Sua Escola? Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2007_ufpr_hist_md_lilian_ianke_leite.pdf, acesso em 08 de março de 2012
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fevereiro 25, 2012

Mary and Max

Por dica do @ementa, assisti ontem Mary & Max, um longa-metragem em stop-motion dirigida por Adam Elliot. Difícil dizer se a animação é voltada ao público infantil ou adulto, pois apresenta temas para todas as idades. Momentos que você sente vontade de rir e outros que deseja chorar.  


Achei uma viagem pois explora temas como amizade, alcoolismo, origem dos bebês, obesidade, cleptomania, diferença sexual, síndrome de aspergerdiferenças religiosas e muito mais.

Mary é uma menina que vive na Austrália, vive infeliz, se acha feia por que tem uma marca de nascença na testa, que segundo ela própria, tem cor de cocô. 

Max é um senhor que vive em Nova Iorque, extremamente ansioso e que frequenta vigilantes do peso. Vive bem, até que é surpreendido pela curiosidade de Mary, dessa forma, começa uma bela amizade à distância, que vivencia todos os planos de uma amizade presencial.

Embora triste, achei lindo... indico para os que como eu gostam de ouvir histórias...

fevereiro 21, 2012

Futebol - Primeiro instrumento de comunicação verdadeiramente universal...

Não me aguentei depois que li o post do Sérgio Lima, por isso resolvi vir aqui no blog e escrever sobre o Museu do Futebol que fica em São Paulo, dentro do Estádio do Pacaembu.



Já fui ao museu duas vezes e com certeza me arrisco a passar por lá mais vezes, sempre que tiver oportunidade. Considero uma visita obrigatória a todos os amantes desta grande arte que move multidões.
Trata-se de três pavimentos totalmente interativos que apresentam as mais variadas curiosidades a respeito do tema. São narrações em áudio, projeções em tela, muitos vídeos, fotos, memórias e acontecimentos do futebol em diferentes épocas, times, jogadores, regras e enfim, tudo que você puder imaginar.
Em um dos espaços você pode chutar uma bola ao gol, por ali é verificado a velocidade do seu chute. Acessando o Chute a gol no site do Museu, você consegue a foto do seu chute...
Em outro espaço, tem uma quadra interativa que você chuta uma bola virtual.
O espaço que mais gostei, sem dúvidas é o que traz embaixo da arquibancadas umas projeções em 3D com vários videos mostrando os gritos das torcidas. É como se você estivesse no meio delas.
São muitos trechos e textos de curiosidades.
Vou colar aqui, um dos textos que me agradou bastante, que é possível encontrar lá. 

“O amor ao futebol como disputa apaixonada faz com que se perca de vista o seu papel transformador. Mas o fato é que o futebol tem sido uma ponte efetiva (e afetiva) entre a elite que foi buscá-lo no maior império colonial do planeta, a civilizadíssima Inglaterra, e o povo de um Brasil que, naqueles mil oitocentos e tanto, era constituído de ex-escravos. Juntar brancos e negros, elite senhorial e povo humilde foi sua primeira lição. O futebol demonstrou que o desempenho é superior ao nome da família e a cor da pele. Ele foi o primeiro instrumento de comunicação verdadeiramente universal e moderno entre todos os segmentos da sociedade brasileira. Ele tem ensinado a agregar e desagregar o Brasil por meio de múltiplas escolhas e cidadanias.
A segunda lição veio com seu desenho. Ele exprime valores antigos (a ideia de que há sorte em todos os confrontos), mas é dele também o ideal moderno de treino. Como uma atividade aberta, ele não discrimina tipos físicos e classes sociais.
O sujeito pode ser preto ou amarelo, alto ou baixo, culto ou ignorante, mas o que interessa é que saiba jogar. Mais: seu foco não são as nobres mãos que levam para o céu (como acontece no vôlei ou no basquete), mas os humildes pés que nos atrelam ao chão e a terra. No futebol, o pé que carrega o nosso corpo transforma-se num mágico instrumento capaz de enganar o adversário e de controlar e passar a bola. Como a capoeira, o jogo do ‘pé na bola’ trouxe a multidões de brasileiros a possibilidade de, ao menos simbolicamente, inverter o jogo. No Brasil, ele abriu a possibilidade de trocar as mãos pelos pés.

O pé, associado à pata e à brutalidade das bestas de carga, muda de posição no futebol. Nele usa-se o pé, sim, mas com método. Seguindo um regulamento que torna as chuteiras de todos os tamanhos e feitios, iguais. E aí está sua lição mais importante: o futebol civiliza o pé. Ele mostra que a parte mais atrasada e bárbara do corpo pode ser submetida não só às sutilezas do jogo, mas à civilidade do saber ganhar e perder sem ódio, de modo transparente e por esforço próprio. Sem a ‘mãozinha’ dos amigos ou parentes. Foi num campo de futebol, não num parlamento, que o povo brasileiro teve a prova de como é maravilhoso juntar treino com talento; ordem com imprevisibilidade; jogadas espetaculares com uma estrutura fixa; e, finalmente, o vitorioso com o derrotado. No futebol, como na democracia igualitária, o ganhador não pode existir sem o perdedor, que terá o triunfo amanhã, mas que hoje, na derrota, valoriza e legitima a nossa vitória.”  
De arrepiar, não é mesmo? O texto é do antropólogo Roberto da Matta.

ps.: O Museu também traz uma parte destinada a educação, pode-se agendar uma visita educativa com metodologias especificas adequadas ao público.
Abaixo um bônus com a foto das bandeiras dos times, destaque para primeira (da direita para esquerda) e mais linda de todas.


Veja também: 
Futebol Civiliza os Pés - Por Sérgio Lima

fevereiro 11, 2012

Educaparty na Campus Party - Eu fui...



Nem que eu quisesse conseguiria descrever o que foi a EducaParty na Campus Party (#cpbr5).
Só quem viveu, sabe dizer o que aquilo significa...
"Muitas pessoas que respiram tecnologia, em todas as esferas..." talvez seria um boa descrição. Mas ainda assim falta elementos para compor se levarmos em consideração a "desvirtualização", as novas amizades, as filas para tudo, a chuva... tudo pura diversão.
Vou aqui tentar fazer um resumo via twitter das coisas que vi e que me agradaram no evento do Educaparty (
Educação no  cpbr5)   e também apresentar algumas viagens que registrei.


1- Meu primeiro destaque vai para a desvirtualização. Como é bom conhecer e conviver com pessoas que eu só conhecia via web. Curioso como me pareceram próximas e como me senti a vontade com eles. Momentos como esses são únicos... 



2 - Ouvir o professor Sugata Mitra e sua experiência com o uso de tecnologias na Educação não tem preço. Alguns destaques dele no twitter:

"Professor que pode ser substituído por 1 máquina,deve ser substituído". Sugata Mitra   (veja matéria aqui)
"Angry Birds" pode formar gestores, diz pesquisador Sugata Mitra -  
Relevante p/ alunos são os gadgets e não o currículo da escola -Sugata Mitra  
Vc pode ensinar pelo menos 70# do que pretende ensinar só com a união da nuvem e da multidão  

3 - O Debate Cultura Livre e Inovação em Educação com Tel Amiel, Felipe Sanches, Nelson Pretto Regina Alves foi fantástico. Destaques no twitter:

A educação tem que ser na sociedade, para a sociedade, para o coletivo (Regina Alves) #educaparty #cpbr5
"Temos que mudar a forma,o formato das coisas,as salas de aula estão formatadas demais", Regina Helena Alves #educaparty #cpbr5
"Vamos parar de usar a palavra "multiplicador". Não estamos fornecendo conjunto de regras para consumo" diz @nlpretto#educaparty #cpbr5

 tinha q ser modelo de universidade, de educação -  ” pela discussão sobre arte, educação, astronomia...
"As novas tecnologias não são educacionais.São informacionais, comunicacionais. Nós é q/vamos colocar pedagogia nelas" 

4 - Percebi uma grande evidencia ao uso do mobiles, redes sociais e games na educação. Destaque para: 
@Suintila indica aplicativo para celular gratuito e conta como utiliza com seus alunos Mobile study
"@educaredebrasil: Pelo celular...lá na escola! http://ow.ly/8ZGruArtigo de @soniabertocchi e @claudemirviana #educaparty #cpbr5"
60% dos alunos que deixam a escola é por achar ela desinteressante. Games, videos, celular(tecnologia) em prol de manter o aluno. #educaparty
RT @ieducadigital: O celular vai entrar na sala de aula queiramos ou não #educaparty // #Mitra Daqui a uns anos pode ser um implante.
@suintila usa o Mobile Study ow.ly/8ZCx5 p/ criar applets java e distribuir p/ os celulares de seus alunos #educaparty
@lynnalves o jogo pode gerar violência? Pode, como a TV, redessociais e um encontro face a face; depende do ser. #Educaparty
Facebook e como um pequeno mundo. Alunos preferem professores na escola e não em suas redes sociais, diz Sugata Mitra.#EducaParty #cpbr5
Não vejo como o facebook possa servir para desenvolver conteúdo, mas serve para comunicar, para provocação aos alunos - Mitra #cpbr5
Games podem potencializar as novas formas de aprender, a interação, o pluralismo. Lynn Alves #educaparty, #CPBR5
Professor não pode ser mero consumidor de games, tem ajudar na criação de games. Escola como jogo da vida real. #educaparty

5 - Achei fantásticas as "cases", os jogos, os simuladores, as pessoas, a comunicação e toda diversão. Segue algumas fotos. 

Enfim, posso dizer que adorei!!! 

Aproveito para parabenizar a Educarede da Fundação Telefônica, e as meninas Sônia BertocchiMila GonçalvesPriscila GonsalesVanessa Rodrigues e demais da equipe, pela organização e riqueza das palestras e debates.

Já sinto saudade!!!

fevereiro 02, 2012

Storify



Já é comum na web serviços que reúnem conteúdos das rede sociais e o transformam em publicações mais legais. Alguns como o Flipboard ou o Paper.li, juntam tudo o que sai no seu Twitter, Facebook e Flickr e montam uma espécie de "revista digital".
O Storify, segue a mesma linha, e permite que você organize as informações das redes sociais, ajudando a criar reportagens a partir delas. Basta digitar um assunto qualquer e ele apresenta tudo o que foi escrito sobre o tema. 
Fonte: Abril



Minhas iniciativas em: http://storify.com/egui_